Sobre Boa Vista do Buricá

ASPECTOS HISTÓRICOS DE BOA VISTA DO BURICÁ

A colonização de Boa Vista do Buricá inicia em meados da década de 1920, quando as terras do “além Buricá” começaram a ser loteadas pela administração de Palmeira das Missões; de posse do governo, eram compradas por companhias que se organizavam para vender os lotes ou para particulares. A propaganda para a venda era feita principalmente, sob a alegação da fertilidade do solo; ainda, eram concedidas boas condições de pagamento e prometia-se habitação para o período de desmatamento e erguimento do próprio teto.

No ano de 1928, ocorreu a entrada dos primeiros colonizadores – Jacob Schneider e Emílio Muller, ambos de origem germânica (teuto-brasileiros). O Sr. Emílio Müller foi o primeiro colonizador que procedia a venda de terras na região, adquiridas do governo. Já o Sr. Jacob Schneider foi o primeiro a comprar terras do Sr. Emílio Müller. Iniciada a colonização, levas e levas de agricultores, da Região das “Colônias Velhas” – hoje vales do Rio Pardo e do Rio Taquari, deixaram suas terras e se aventuraram em busca de melhores condições de vida em terras ainda desconhecidas e pouco habitadas do Estado do Rio Grande do Sul. Em sua grande maioria de origem germânica, saíram de suas comunidades – como as atuais Santa Cruz do Sul, Rio Pardo, Roca Sales, Venâncio Aires, Lajeado, Estrela e correram para adquirir lotes, pois já haviam ouvido falar que as “terras escuras” que aqui existiam eram melhores do que as “terras vermelhas” – com ocorrência de formigas – da Colônia do Grande Santa Rosa. Sob condições extremamente precárias, viajavam dias, semanas até; normalmente, a viagem era iniciada com caminhões, até o ponto onde as estradas permitissem, e após, a aventura continuava com carroças. A numerosa família dividia espaço com os poucos pertences e alguns animais que possuíam. Enfrentavam intemperismos, doenças, animais selvagens, enfim, um grande número de perigos até chegarem ao seu destino. Inúmeros relatos dão conta de óbitos, principalmente de crianças pequenas, ao longo do percurso. Chegando às margens do Rio, muitas vezes, mulher e crianças menores ali permaneciam enquanto o chefe da família e os filhos mais velhos atravessava o rio, penetravam no território procurando lugar para fixar-se. Sem, condições de muita escolha, no interior do mato, abriam clareira e punham-se a edificar o rancho. Depois, voltavam para trazer a família e a mudança com um pouco mais de segurança e conhecimento do território.

Ao se falar em colonização, faz-se referência à entrada do homem branco, embora antes destes já habitassem, nesta área seres humanos: índios, bugres e caboclos. Quando os colonizadores teuto-brasileiros aqui chegaram, praticamente não havia mais tribos de índios sediados aqui. O que existiam eram pequenos grupos de caboclos ou “bugres” que viviam quase como nômades, plantando um pouco para sua sobrevivência, caçando, pescando. Mais tarde, era comum que bugres ou caboclos isolados prestassem serviços aos colonizadores – fabrico de cestos, derrubada de árvores – em troca de dinheiro ou comida. O curioso é que esta prática incluía dar abrigo a estes trabalhadores; assim, se disponibilizava o galpão, pois não se confiava neles a ponto de deixá-los entrar na casa da família.

Aos poucos, e à medida que as terras eram legalmente compradas pelos colonizadores, estas populações nativas forma cedendo terreno e muitos saíram desta região.

Assim como os teuto-brasileiros, também compraram terras aqui algumas famílias de descendentes de italianos. Oriundos da região de colonização italiana, como Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, contribuíram em cerca de 5% na constituição original da população de colonizadores de Boa Vista do Buricá.

As dificuldades enfrentadas no início da colonização foram inúmeras e variadas. Iam desde a falta absoluta de infraestrutura – estradas, transporte, comunicação, problemas de saúde, até a falta de alimentos, uma vez que se dependia unicamente da produção local. Mas, a necessidade de construir uma organização social que garantisse a todos os colonizadores melhores condições fez com que rapidamente, com muita cooperação, conseguissem se estruturar e organizarem-se de forma a ter escola, igreja e algum comércio de produtos de primeira necessidade.

Os primeiros moradores, que compraram as terras do Sr. Jacob Schneider, fixaram-se onde atualmente é a sede do município; já os que adquiriram lotes do Sr. Emílio Muller, instalaram-se na atual comunidade de Ivagaci – chamada, à época, de Santa Teresinha. Esta comunidade a princípio, teve mais moradores, já que foram vendidos mais propriedades nesta área.

Os colonizadores que povoaram o território de Boa Vista do Buricá foram notados pela administração de Palmeira das Missões e, assim, foi nomeada uma equipe para compor o 11º Distrito, em 1933, com sede em Santa Teresinha, que abrangia um extenso território: os atuais municípios de Boa Vista do Buricá, Nova Candelária, Crissiumal e parte de Humaitá. Assim, recebeu profissional nomeado para o cargo de subprefeito e subdelegado, que constituía a autoridade máxima da região. Suas funções englobavam a área administrativa e policial, como: poder policial, de registro de armas, cobrança de impostos e taxas, realização de casamentos… zelando pela ordem do distrito.

Um dos aspectos mais marcantes deste período foi a proibição de se falar a língua alemã, motivada pela 2ª Guerra Mundial, pois o Brasil era inimigo da Alemanha. O problema é que grande parte dos colonizadores de nosso município não dominava a língua portuguesa, e toda a comunicação mesmo nas escolas, igrejas e sociedade como um todo, era realizada em alemão. A partir daí, se estabeleceu um grande conflito entre moradores e as autoridades legalmente constituídas, que contratavam espiões, (na sua maioria, “caboclos”) para realizarem a fiscalização e a prisão dos transgressores. Como muitas vezes se usou de violência para coibir o uso da língua alemã, as autoridades passaram a ser detestadas pela população em geral.

À medida que mais municípios foram sendo criados no Estado do Rio Grande do Sul, o 11º Distrito de Santa Teresinha foi cedendo território; ainda, com o fortalecimento do povoado da atual sede do município, passou a se instalar uma competição entre estas duas comunidades para a constituição do novo município.

Em 1961, ocorreu o 1º Plebiscito para a formação de Boa Vista do Buricá, mas os votos contrários prevaleceram, motivados principalmente, pela disputa que existia para a instalação da sede municipal: ou em Ivagaci ou na atual sede. Um ano mais tarde, foi realizado o 2º Plebiscito, e desta vez, o “sim” venceu, a assim, em 02 de dezembro de 1963, foi criado o município de Boa Vista do Buricá, pela Lei 4.624.

O nome do município – “Boa Vista do Buricá”, deve-se a dois aspectos: o primeiro, “Boa Vista”, é atribuído à visão que se tem das cabeceiras – foz – do Lajeado Alpargatas, quando deságua no Rio Buricá, a partir das coxilhas que separam a atual sede da comunidade de Ivagaci. Já “Buricá” é o nome do importante rio que banha as terras do município. A origem do nome é tupi-guarani, pois: “Buri” é espécie de palmeira e “Caã” significa mato. Assim, juntando os dois significados, pode-se dizer que Buricá, significa “mato de palmeiras”. Havia na época, abundância de uma espécie de palmeiras nesta região, conhecida por “coqueiros”.

Nos primeiros anos da colonização quando a derrubada das matas ocorria de forma intensa, estes coqueiros eram preservados, pois suas longas folhas serviam de alimento para o gado, principalmente, durante o inverno; ainda, seu frutinho servia de alimento tanto aos pequenos animais quanto ao homem, bem como, seu tronco ao ser escavado, podia ser usado como condutor de água.

Localidades:

Bairro Palmeiras
O Bairro Palmeiras tem seu nome ligado ao Esporte Clube Palmeiras e à Sociedade Esportiva Palmeiras. Há menos de dez anos atrás a comunidade restringia-se propriamente a esta entidade. Com a contrução de um núcleo habitacional de 40 casas, iniciou-se o desenvolvimento da localidade, que fica a menos 1 km. do centro. Ligado por calçamento à cidade e próxima às Industrias de Calçados e Têxteis, é um local tranqüilo e tem tudo para crescer. Loteamentos novos oportunizam a aquisição de terrenos por preços acessíveis, fazendo com que muitas novas construções estejam em andamento neste bairro. Conta a história que foi nesta localidade que o primeiro morador de Boa Vista do Buricá, Jacob Müller, se estabeleceu mais ou menos no ano de 1920. O Esporte Clube Palmeiras tem um dos melhores campos para a prática do esporte das multidões. A sociedade é bem organizada e realiza periodicamente festas, bailes e outros encontros sociais. O jogo de bochas é muito praticado em duas canchas sempre bem conservadas.

Beato Roque
A comunidade de Beato Roque localiza-se na parte sul do Município, divisa com São José do Inhacorá. O encontro do Rio Inhacorá com o Rio Buricá forma uma área de terras férteis que pela sua formação geográfica é denominada “Ressaca”. A sua população de maioria germânica, trabalha na agricultura, tendo como fonte de renda o cultivo de milho e soja, além da produção de leite. Nesta localidade a suinocultura ainda não existe na proporção de outras, mas alguns produtores rurais já estão iniciando esta atividade. Na maioria católicos, tem sua capela consagrada aos Três Santos Mártires Rio-grandenses e nos finais de semana, quando não tem Missa, realizam culto, presidido por membros da comunidade. A senhoras integrantes da Sociedade de Damas reúnem-se no salão da comunidade, onde também os homens e jovens encontram diversão, como; jogos de baralho, sinuca e bochas. O salão comunitário é local, onde são realizadas festas de casamento, festas da sociedade, bailes e reuniões dançantes.

Bom Princípio
A comunidade de Bom Princípio localiza-se na parte leste do Município a 10 km. da sede. Suas terras são na maioria do tipo pedregoso, e, somente em torno de 12% de sua área é de “chão vermelho”, onde a mecanização é possível. Isto faz com que o minifúndio predomine, como em todo o município. Ao sul o Rio Inhacorá, que é o divisor entre o município, e São José do Inhacorá, propicia belas paisagens de terras férteis. No leste, por linha seca, faz divisa com o Município de São Martinho. A população, na maioria germânica, convive com alguns de origem italiana. A piscicultura é bastante forte, além das atividades ligadas a produção de grãos, (milho e soja). O gado leiteiro, como na maior parte do município, é fonte importante de renda dos agricultores. Os habitantes de Bom Princípio, em sua maioria católicos, reúnem-se semanalmente para missa ou culto na Capela cuja padroeira é o Coração de Nossa Senhora. Nos momentos de lazer, festas, bailes e casamentos o salão comunitário local é palco de confraternizações. Não falta a cancha de bochas e campo de futebol do Esporte Clube Estrela, para quem gosta destes tipos de esportes. O Baile de”Kerb”, ainda é anualmente realizado. A Escola Estadual, que funcionava na localidade, há alguns anos, por falta de alunos, foi fechada e as crianças em idade escolar, direcionadas para a Escola de Linha Caçador.

Ivagaci
A antiga comunidade de Santa Teresinha, foi o 11º Distrito de Palmeira das Missões, criado em 1933, pelo Intendente Cel. Walzomiro Dutra. Sua área abrangia o município de Crissiumal, fazendo divisa no Lajeado Grande e parte do atual município de Humaitá. Seu primeiro Sub-Prefeito foi Domingos Amaral. Nesta época também foi criado o Cartório Distrital. Quase no final da 2ª. Guerra Mundial, a 3 de dezembro de 1944, por Decreto do Presidente Getúlio Vargas, sendo então Governador o Cel. Cordeiro de Farias, o nome da localidade passou a ser Ivagac. IVAGACI, origina-se do Tupi-guarani e significa, literalmente, Mãe de Deus. Em 1948, por Decreto do Governador Ernesto Dorneles, passou a pertencer ao Município de Três Passos, em 1954 a Três de Maio e, finalmente, em 1963 para Boa Vista do Buricá. Em 1932, Pe. Sebastião Rademacker, enviado pelo Bispo de Santa Maria Dom Antônio Reis, veio até a Vila de Santa Teresinha, donde mudou-se entre 1935 e 1936, para Boa Vista do Buricá. Hoje a comunidade de Vila Ivagaci, a maior do interior do município. Apenas dois quilômetros a separam da sede do município, por uma rodovia asfaltada. Isto faz com que seja um lugar muito bom para morar. Sua população, na grande maioria de origem germânica, mas algumas famílias de origem italiana moram nesta localidade. No início da colonização vários italianos vieram das regiões serranas do Rio Grande do Sul e se estabeleceram em Ivagaci. Eram os Atuatti, Campana, Miotti, Pianta, Locatelli, entre outros. Muitos filhos dos primeiros moradores, hoje, já casaram com pessoas de outras origens. Na década de 70 era comum ouvir-se os “nonos” jogando “mora” e, a língua italiana era falada muito nos bares, festas e encontros sociais. Ao leste Comunidade de Ivagaci, banhada pelo Rio Buricá, que por entre coxilhas, faz desenhos interessantes. Um emita literalmente o formato de uma bota. Por isto a Linha denominada “Pé de Bota”. Este rio, que em épocas de cheias se torna violento, alaga grandes areas ribeirinhas, principalmente nos encontros com os Lajeados Alpargatas e Almeida. Vila Ivagaci tem um Centro Comunitário, local de lazer da comunidade. Bailes, festas, casamentos e jogos, como: Bolão, baralho, sinuca e bochas são praticados neste local. Em 2004 foi inaugurado um amplo Ginásio de Esportes edificado na praça da vila, que serve para encontros esportivos e realização de festas. A capela Santa Teresinha, construída há alguns anos, o lugar onde semanalmente a comunidade se reúne para missas e cultos. Em 1971, foi inaugurado o Orfanato Lar Bom Pastor de Ivagaci, que hoje abriga mais de 60 meninos órfãos.

Linha Almeida
Esta comunidade situada na parte nordeste do Município, tem na agricultura sua base de sustentação. A produção de cereais, como: milho, soja, trigo é significante. Além disto a bacia leiteira representa uma fonte importante de renda mensal, onde os animais de genética melhorada através da inseminação artificial, pastam nas pastagens localizadas em terras férteis, divididas em piquetes. O sistema de parceria com empresas e frigoríficos, faz com que muitos produtores tenham pocilgas para a engorda de suínos. Outros, pelo mesmo sistema, criam leitões, os quais são distribuídos na região e fora desta. O nome “Almeida”, oriundo do riacho que nasce na comunidade e desemboca no Rio Buricá, certamente deve-se aos primeiros nativos, moradores da comunidade na época da colonização. Alguns destes ainda vivem nas proximidades, num local denominado “Campina”, pertencente ao município de Nova Candelária. Muitos, até hoje, ainda ajudam nos afazeres dos agricultores, como diaristas. A vinda dos colonos, de origem germânica que, buscavam dias melhores, provenientes das “Colônias Velhas”, (Lajeado, Arroio do Meio, Estrela e outras), fez com que o nativo, também conhecido por “caboclo”, desse lugar ao desmatamento e às plantações bem organizadas. Hoje Linha Almeida é uma comunidade próspera, organizada e, apesar das dificuldades que enfrenta a agricultura, a grande maioria dos seus moradores, são bem sucedidos. Um legado que passou de pais para filhos, continua mantendo a comunidade na fé. A maioria dos moradores são católicos e sob a proteção de São Pedro, padroeiro da Capela, reúnem-se semanalmente para participar do culto ou da Missa. Esta tradição religiosa fertilizou o coração de muitos jovens, que se consagraram ao serviço da Igreja, como: Padres, Religiosos e Religiosas. Está no caminho que liga Boa Vista do Buricá a Humaitá, a cinco quilômetros da cidade. A Br- 472 passa pela comunidade, mas este trecho ainda não é asfaltado. Algumas agroindústrias existem. O Abatedouro de Gado e Suínos “Schons”, com inspeção do “SIM”, Serviço de Inspeção Municipal, abastece com carne de qualidade, os açougues e supermercados do município. A Sociedade Recreativa e Cultural Almeidense tem o salão onde são realizados os encontros sociais. Casamentos, festas, bailes e outras promoções que acontecem neste recinto muito bem organizado, com pista de danças e ampla churrasqueira. O Esporte Clube Sem Rival, com uma estrutura muito bem formada, representa muito bem a comunidade nas disputas futebolísticas do Município e da região. Com certeza, esta equipe entre altos e baixos, já fez muita gente vibrar, torcendo pelos atletas, filhos da Linha Almeida. O ensino fica por conta da Escola Municipal Manoel da Nóbrega, a única que sobreviveu no interior. O município que no passado tinha em torno de dez Escolas interioranas, ficou apenas com esta, o que mostra o dinamismo, o espírito de luta e união dos seus moradores. Está de parabéns a comunidade de Linha Almeida. É um exemplo. Por aí se começa o trabalho de construção da comunidade e do Município.

Linha Alpargatas
Esta pequena comunidade, antigamente denominada, Linha Walzomiro Dutra, por onde passa um riacho que leva o nome de Alpargatas, é fundamentalmente agrícola. Agricultores minifundiários produzem milho, soja, leite e dedicam-se a engorda de suínos pelo sistema de “parceria”. O solo, parte pedregoso e irregular, contrasta com as várzeas do Rio Buricá, que margeia grande parte de sua área. São terras férteis, mas a mecanização se torna dificil, a não ser em pequenas áreas. Mesmo assim, é possível viver bem, produzindo vários tipos de produtos agrícolas. Por várias décadas, o solo argiloso das baixadas por onde passa o Lajeado Alpargatas, foi usado na fabricação de tijolos. Hoje esta indústria não existe mais. Este solo que, predomina nas partes mais baixas, favorece, por reter mais umidade, as plantações de pastagens, o que torna o gado leiteiro uma fonte importante de renda para o agricultor desta comunidade. Em épocas de cheias, o Rio Buricá, represa o Riacho Alpargatas, inundando grande parte das propriedades ribeirinhas. A população, em sua grande maioria, católica, tem como padroeira da Capela, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O Salão Comunitário é o único local de encontro nos finais de semana e feriados para jogos de bocha, baralho e outros. O futebol é muito bem representado pelo Esporte Clube Gaúcho, cujo campo fica ao lado do Salão Comunitário.

Linha Caçador
O povo da “Linha Caçador”, como é conhecida, tem como lema o trabalho. A agricultura é bastante forte, destacando-se a produção de milho e soja, além da bacia leiteira, bastante significativa. Outra atividade, a terminação de suínos pelo sistema de “parcerias”, é uma renda extra para várias famílias da comunidade. As pequenas áreas produtivas, “minifúndios” fizeram com que os agricultores optassem pela diversificação de culturas, algo positivo na comunidade. Agroindústrias de carne, bolachas, massas e polvilho proporcionam um ganho adicional às propriedades. Indústrias de cadeiras e serrarias empregam diversas pessoas da comunidade, destacando-se o empalhamento das cadeiras que, feito em residências da vila ou do interior, proporciona mão-de-obra para mulheres, jovens e até para pessoas de idade. Com a maioria católica, a comunidade de Caçador, já deu muitos de seus filhos à Igreja como Sacerdotes, Religiosos e Religiosas. Tem como padroeiro Santo Humberto e a capela pertence à Paróquia de Boa Vista do Buricá. A bela Igreja situada em parte elevada do povoado, sempre está muito bem conservada e ao seu redor muitas flores e gramados deixam o local muito bonito e aconchegante. A Sociedade Caçadorense de Bolão tem um local amplo para os encontros sociais. O associado ou visitante, tem a oportunidade de jogar bolão, bochas, sinuca, baralho e encontrar amigos nos finais de semana. O futebol é muito bem representado pelo “Internacional”, equipe que por diversas vezes sagrou-se campeão do Campeonato Varzeano do Município. Em síntese, Linha Caçador, é um lugar aprazível e seu povo é muito receptivo.

Linha Coqueiro
Não se sabe precisar a origem do nome desta localidade, mas certamente deve-se à abundância que existia no início de sua colonização, deste tipo de palmeira, cujos frutos alimentavam animais e pássaros. A pequena comunidade, nas horas de lazer encontra-se no salão da Sociedade Coqueirense, onde é praticado o jogo de bochas, baralho e pode-se tomar uma cerveja gelada. Ao lado do salão existe um campo de Futebol Sete, onde encontros esportivos são realizados. As festas que promovem tem grande participação, pela proximidade da cidade, apenas 2 km. e, principalmente pelo saboroso churrasco e as muitas variedades de saladas que oferecem aos visitantes. Por não terem capela na localidade, em sua totalidade católicos, freqüentam a Igreja Matriz São José da cidade. A produção agrícola não difere das demais comunidades do Município. Soja, milho, gado leiteiro e suínos, são fundamentalmente as fontes de renda da população “coqueirense”.

Linha Pardo
Linha Pardo (ver flecha indicativa na foto ao lado) fica a apenas 2km. do centro da cidade. Sua economia está baseada unicamente na agricultura. Vários produtores tem uma estrutura muito bem organizada na produção de leite. Próxima ao Rio Inhacorá, na parte sul, está a comunidade de Linha Santana, onde é feita a captação de àgua pela “Corsan”, para o abastecimento da cidade. Ali fica a barragem do Rio Inhacorá, a qual no passado alimentava uma Usina Hidroelétrica, que fornecia energia para a cidade e várias comunidades do interior, inclusive para Três de Maio. O Esporte Clube Atlético, que possui uma sede social e, ao lado, um bem conservado campo de futebol. Por várias vezes, sagrou-se campeão e vice-campeão varzeano do município.

Vista Alta
A Comunidade de Vista Alta situa-se á 6 km. da sede do Município. A RS- 210 passa no meio da localidade. É próspera e, como as demais, busca na agricultura seu sustento. Soja, milho, gado leiteiro e o sistema de engorda de suínos em “parceria” com empresas ou frigoríficos, são as fontes de renda dos produtores rurais desta comunidade. É composta de pequenas propriedades, com seu solo bastante pedregoso e acidentado. Em épocas de estiagem nota-se muito bem o fenômeno, principalmente nas partes mais altas, as primeiras a demonstrarem a falta de umidade. Sua localização em um dos pontos mais altos do Município, deu o nome localidade, “Vista Alta”, donde á noite vê-se as luzes de diversas cidades vizinhas. No passado a comunidade tinha tradição pelo seu comércio bastante forte, mas hoje, como na grande maioria da localidades do interior, não existe mais. Apenas um Restaurante que serve comida caseira, atende á beira da rodovia. A Capela, cuja padroeira Santa Isabel, recebe os fiéis nos finais de semana. A população de maioria católica, mantém a tradição herdada de seus antepassados, participando ativamente das celebrações. Alguns filhos da comunidade consagraram-se ao serviço da Igreja, como Sacerdotes, Religiosos e Religiosas. O lazer aos sábados á tarde e domingos fica por conta da Sociedade Concórdia, onde pratica-se, entre outros, o jogo de bochas. O salão da Sociedade tem um local amplo para bailes, realizando grandes promoções com a presença de visitantes de toda região. Possui um pátio de estacionamento cercado, para os proprietários de veículos, proporcionando mais segurança aos freqüentadores. A agroindústria existe também na comunidade, destacando-se a criação e abate de frangos da raça “caipira”, com controle do Serviço de Inspeção Municipal.